São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Drogômetro usará saliva para identificar substâncias em blitze da Lei Seca

Equipamento previsto em resolução do Contran ainda depende de certificação e regras para ser aplicado nas ruas.

Drogômetro usará saliva para identificar substâncias em blitze da Lei Seca
Foto: Focus Pix/Shutterstock

O drogômetro previsto para as blitze da Lei Seca poderá identificar substâncias psicoativas na saliva de motoristas. A tecnologia foi incluída nas regras de fiscalização pela Resolução 1.031/2026 do Contran, publicada em agosto, mas ainda não pode ser usada nas ruas.

O objetivo do equipamento será detectar situações em que o motorista esteja com a capacidade psicomotora comprometida pelo uso de drogas. A regra não foi criada para punir automaticamente pessoas que utilizam medicamentos prescritos, desde que o tratamento não afete a capacidade de dirigir.

Como será o teste

Ao contrário do bafômetro, que analisa o ar expirado, o drogômetro examina uma amostra de saliva. A coleta deve ser feita com um dispositivo semelhante a uma pequena esponja, que estimula a produção de saliva. Em seguida, o material é colocado no aparelho para análise.

A resolução abriu caminho para testes capazes de identificar maconha, cocaína, anfetaminas e opioides. Algumas dessas substâncias também estão presentes em medicamentos usados em tratamentos de saúde. Opioides podem ser indicados para dores; certos estimulantes empregados contra o TDAH são derivados de anfetaminas; e medicamentos com canabinoides também têm uso terapêutico.

O secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, afirmou que a fiscalização não pretende encontrar apenas pequenos vestígios das substâncias. A infração está ligada ao uso capaz de comprometer a capacidade psicomotora. “Você não pode ser abordado e punido porque consome um remédio de acordo com o que seu médico orientou”, disse.

Alguns modelos funcionam de forma semelhante a testes rápidos. A estimativa é que a coleta e a análise levem cerca de 15 minutos.

Certificação e início da fiscalização

Antes de serem levados às ruas, os aparelhos precisarão ser avaliados e certificados por instituições acreditadas pelo Inmetro. O processo deverá definir os limites entre pequenos vestígios e uma presença relevante da substância. Equipamentos capazes de apontar qualquer quantidade não serão certificados, segundo Catão.

A previsão é que o motorista não precise apresentar receita ou atestado médico para comprovar o tratamento. Os testes deverão ser calibrados para apresentar resultado negativo quando o uso orientado por profissionais de saúde não comprometer a capacidade psicomotora.

A resolução também não estabelece o início imediato da fiscalização. Depois da certificação, as autoridades ainda terão de definir como os agentes aplicarão os testes. O tempo de análise será considerado porque um procedimento de aproximadamente 15 minutos pode afetar o fluxo de veículos. Estudos e preparativos podem levar alguns meses.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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