A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, foi impedida de retornar ao país após três novas tentativas realizadas nas últimas horas. Os deslocamentos partiram do Panamá, por vias marítima e aérea, e elevaram para sete o total de tentativas frustradas nas últimas semanas.
A informação foi divulgada por Pedro Urruchurtu, assessor de relações internacionais de María Corina, em uma publicação no X. “NÃO a deixam retornar ao seu próprio país”, escreveu.
A primeira das novas tentativas envolveu uma travessia marítima de dois dias pelo Mar do Caribe. A viagem, planejada para segunda-feira, 21, acabou cancelada depois que a embarcação alegou problemas em um dos motores.
Tentativas por via aérea
Depois do cancelamento, María Corina tentou viajar de avião para Aruba, mas a aterrissagem da aeronave não foi autorizada. Em seguida, buscou uma alternativa com destino a Curaçao ou Bonaire, mas os pousos também foram vetados.
As tentativas ocorreram enquanto Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, estava nos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU. Na terça, ela se reuniu em Nova York com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Após o encontro, Delcy afirmou que os dois conversaram sobre o fortalecimento da relação bilateral e sobre uma agenda de cooperação em energia, mineração, segurança e outros assuntos de interesse comum.
A presidente interina também agradeceu ao governo americano pelo apoio durante a emergência provocada pelos terremotos de 24 de junho e pelo respaldo ao processo de reinserção da Venezuela nos espaços multilaterais.







