SÃO PAULO — Romeu Zema (Novo) defendeu que o presidente não tenha liberdade total para escolher ministros do Supremo Tribunal Federal. Em debate promovido pelo Flow, o candidato à Presidência afirmou que, se eleito, aceitaria receber uma lista de nomes previamente selecionados e considerados qualificados.
A proposta foi apresentada após Zema avaliar que uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia levar à indicação de mais quatro ministros com perfil semelhante ao de Flávio Dino. “Será que o Brasil dá conta disso? Não dá conta, não”, declarou.
Zema também criticou Flávio Dino e Dias Toffoli, associando os dois ao funcionamento atual do Supremo. O candidato afirmou que seria necessário encerrar esse modelo, sem detalhar outras mudanças no processo de escolha dos integrantes da Corte.
Durante o debate, Ronaldo Caiado (PSD) discordou da ideia de restringir a prerrogativa presidencial. Ele disse que não abriria mão da autoridade do presidente para definir os ministros, embora tenha defendido uma avaliação prévia dos candidatos. Para Caiado, a decisão final deveria continuar com o chefe do Executivo.
Zema declarou que a atual situação do Supremo foi criada por Lula e sustentou que o risco de novas indicações justificaria a alteração no procedimento. A discussão ocorreu nesta segunda-feira, 21.







