São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Wilker Leão é preso após pintar muro da UnB sem autorização

MPF pediu liberdade provisória para o candidato e o cinegrafista Anderson Nigro, com fianças e medidas cautelares.

Wilker Leão é preso após pintar muro da UnB sem autorização
Foto: Instagram/Divulgação

O candidato a deputado federal pelo Distrito Federal Wilker Leão (Novo) e o cinegrafista de sua campanha, Anderson Nigro, foram presos em flagrante neste domingo, 27, após pintarem, sem autorização, o muro do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (IdA/UnB). O Ministério Público Federal pediu a liberdade provisória dos dois nesta segunda-feira, 28, mediante medidas cautelares.

O MPF propôs fiança de R$ 20 mil para Leão e de R$ 10 mil para Nigro. Para o cinegrafista, o valor foi reduzido à metade em razão da menor renda mensal e da “menor participação no ato tido por criminoso”. O órgão também pediu comprovante atualizado de endereço em 72 horas após o alvará de soltura, além de telefones e e-mail para contato.

A segurança da UnB acionou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que levou os dois à Superintendência da Polícia Federal. Leão cobria com tinta branca murais feitos por estudantes da universidade, com autorização institucional, enquanto Nigro registrava a ação. A pintura foi interrompida depois da chegada dos policiais.

A Polícia Federal classificou o episódio como dano ao patrimônio público da União. Em documento, afirmou que a pintura tinha como objetivo apagar os murais e produzir material para a campanha do candidato. A PMDF informou que a segurança pediu a interrupção dos trabalhos, mas não foi atendida.

A UnB afirmou que acionou a PMDF conforme seu protocolo de segurança e repudiou a depredação do patrimônio público. A instituição também declarou que houve agressão a estudantes.

Em depoimento à PF, Leão disse que comprou rolos e tinta e contratou cerca de 15 pessoas, a R$ 150 cada, para revitalizar o prédio. Ele negou ter danificado o patrimônio e afirmou que pretendia apagar pichações ideológicas de esquerda.

Nigro declarou que trabalhava com Leão havia umas três semanas e que tinha contrato de R$ 20.000,00 pela campanha. Segundo o cinegrafista, toda a direção das ações partia do candidato e houve um bate-boca entre Leão e a segurança da universidade antes da chegada da PMDF.

O auto de prisão em flagrante tramita na 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, vinculada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Pelo Código Eleitoral, candidatos não podem ser presos de 15 dias antes das eleições a 48 horas depois, exceto em flagrante. No primeiro turno, o período citado vai de 19 de setembro a 6 de outubro. A prisão em flagrante não invalida a candidatura: para retirar um candidato das urnas, é necessária condenação por órgão colegiado ou definitiva, com trânsito em julgado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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