SÃO PAULO — A indefinição sobre a dragagem do Porto de Santos pode elevar o tempo de fundeio, ampliar filas de atracação e gerar penalidades de sobreestadia de navios, afirmaram seis entidades do setor portuário ao Tribunal de Contas da União (TCU). O grupo também disse que a situação pode enfraquecer a posição do porto diante de rotas internacionais concorrentes e aumentar o Custo-Brasil.
Os representantes fizeram o alerta ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, após a suspensão do processo para aprofundar o canal de acesso do porto. A Corte de Contas questionou trechos do edital, e as obras permanecem paralisadas desde o mês passado.
A Jan de Nul havia sido contratada por R$ 620 milhões para ampliar a profundidade do canal de 15 para 16 metros. No documento enviado ao tribunal, as entidades mencionaram o contrato de dragagem no valor de R$ 619,7 milhões e afirmaram que a suspensão “neutraliza investimentos privados bilionários”.
O grupo classificou como indefinida a continuidade do projeto e apontou possíveis consequências práticas gravosas e irreversíveis. Assinaram o documento a Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec), a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), a Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), a Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop) e o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp).







