SÃO PAULO — Os primeiros suplentes dos candidatos ao Senado por São Paulo podem assumir as cadeiras caso os titulares sejam chamados para outros cargos. Cada chapa também tem um segundo suplente, que pode substituir o primeiro em situações previstas na legislação.
As principais candidaturas ao Senado no estado são as de Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Ricardo Salles (Novo), Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos). Os candidatos afirmaram que pretendem cumprir integralmente o mandato de oito anos.
Suplentes das principais chapas
Na chapa de Simone Tebet, o primeiro suplente é o advogado Laio Morais (PT), que foi chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda e coordena a campanha do candidato ao governo de São Paulo. O segundo suplente é Marcelo Barbieri (PDT), ex-prefeito de Araraquara.
Marina Silva tem como primeiro suplente Djalma Nery (PSOL), vereador de São Carlos em seu segundo mandato. A pauta ambiental é compartilhada pelos dois. O segundo suplente é Antonio Neto (PDT), que concorreu a senador em 2018, a vice-prefeito de São Paulo em 2020 e a deputado federal em 2022, sem ser eleito.
Guilherme Derrite escolheu Vicente Santini (Republicanos) para a primeira suplência. Advogado, Santini ocupou cargos de segundo escalão no governo de Jair Bolsonaro e chefiou o escritório do governo de São Paulo em Brasília. Julio Serson (PP), empresário do setor hoteleiro, é o segundo suplente.
André do Prado tem Fernando Godoy (PL), ex-prefeito de Holambra, como primeiro suplente. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro chegou a ser anunciado para a posição, mas desistiu da candidatura. Godoy é réu em um processo por corrupção; a denúncia foi aceita pela Justiça e ainda não houve veredicto. A segunda suplente é Rute Costa (PL), vereadora de São Paulo desde 2017.
Na chapa de Ricardo Salles, o primeiro suplente é Frederico d’Ávila (Novo), ex-deputado estadual por São Paulo e empresário do agronegócio. Ele substituiu o empresário Marcos Alcântara Machado na composição. O segundo suplente é o policial militar Roberto Carlos Ferreira (Novo).
Soninha Francine tem como primeiro suplente Fábio Lopes (Cidadania), vereador de Santo André. Ele venceu as eleições municipais de 2016 e 2024. O segundo suplente é Alan Gomes (Cidadania), vereador de São Bernardo do Campo, conhecido como Shell Gomes. Ele foi eleito pela primeira vez em 2024.
Geraldo Rufino escolheu Luciana Félix (Podemos), empresária e primeira-dama de Limeira, como primeira suplente. Ela é mulher de Murilo Félix, prefeito do município desde 2025. O segundo suplente é Jason Albuquerque (Podemos), empresário do setor editorial e dono da Editora Napoleon Hill.
Como funciona a substituição
A movimentação de senadores para ministérios já ocorreu em outros estados. Em 2023, os primeiros suplentes de Flávio Dino, Renan Filho e Wellington Dias assumiram as cadeiras depois que os titulares foram chamados para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Carlos Fávero deixou o Senado durante o mandato para comandar o Ministério da Agricultura.
Em São Paulo, Giordano (Podemos) ocupa atualmente uma das cadeiras. Primeiro suplente, ele assumiu a titularidade após a morte de Major Olímpio em 2021, em decorrência de complicações causadas pela covid-19.
O suplente que permaneceu por mais tempo no Senado foi Zezé Perella. Mineiro, ele assumiu em julho de 2011, após a morte de Itamar Franco, e ficou no cargo até 2019. Gim Argello, suplente de Joaquim Roriz, ocupou a cadeira no Distrito Federal de fevereiro de 2007 a 2015, acumulando sete anos e seis meses no mandato.







