BRASÍLIA — Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, em caráter reservado, que a análise sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes pode ser adiada antes da discussão do mérito. A expectativa é que o plenário se concentre em questões de ordem apresentadas no início da sessão.
Flávio Dino e Gilmar Mendes questionaram a condução do caso e apontaram falhas técnicas que, na avaliação deles, poderiam justificar o arquivamento dos indícios de uma relação suspeita entre Moraes e Daniel Vorcaro. Entre os argumentos apresentados está a alegação de que Edson Fachin não poderia ter avocado os processos para sua própria relatoria.
Dino e Mendes também defenderam que os indícios contra Moraes fossem analisados no mesmo dia do pedido de investigação contra Mendonça, marcado para o dia 23. A votação pode ser interrompida se a maioria do plenário concordar com as questões preliminares. Outra possibilidade é que não haja tempo para chegar ao mérito até o fim do dia, diante da expectativa de novos questionamentos.
A situação de Moraes ficou mais favorável depois que Kassio Nunes Marques se declarou impedido de participar da decisão. Com isso, Mendonça passou a contar com um voto a menos, o que pode influenciar o resultado já na votação das questões de ordem.
Nos bastidores, Dino, Mendes e Zanin são apontados como favoráveis a Moraes. Mendonça e Luiz Fux estariam no grupo contrário. Os posicionamentos de Fachin e Cármen Lúcia ainda são considerados incertos, embora exista a tendência de alinhamento com Mendonça.
Em caso de empate, tanto nas preliminares quanto no mérito, os ministros terão de discutir uma solução em plenário que contemple a maioria dos integrantes do tribunal. Durante o intervalo, eles buscaram uma saída para o impasse.







