O Supremo Tribunal Federal decide nesta terça-feira, 15, se abre investigação contra Alexandre de Moraes. A análise ocorre com base em um relatório da Polícia Federal que registra diálogos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com o ministro.
A decisão coincide com a mudança no cenário eleitoral descrita no texto: Flávio Bolsonaro, apesar do empate técnico, passou numericamente à frente do presidente Lula e assumiu a liderança na eleição presidencial. O cruzamento das curvas, a 20 dias da eleição, é apresentado como um possível marco de reviravolta política no País.
O resultado da sessão também pode afetar a leitura sobre a atuação do Supremo. A questão central não seria a associação entre Moraes e Lula ou entre André Mendonça e Flávio, mas se a decisão será favorável ao STF e ao estado democrático de direito ou se será vista como corporativista e em causa própria. Um pedido de vista poderia impedir ou adiar a decisão final.
Possíveis efeitos políticos
A análise trabalha com hipóteses sobre um eventual governo de Flávio Bolsonaro, já que o candidato não teria apresentado programas nem assumido compromissos em temas centrais. Entre as possibilidades citadas estão a reversão de avanços nos costumes, a ampliação da atuação do Congresso na gestão das emendas, o confronto com o Supremo e a concessão de indulto ao pai, a generais, financiadores e envolvidos na trama golpista.
O texto também atribui a Flávio maior capacidade de atrair eleitores independentes e indecisos na reta final, enquanto Lula é descrito como alguém que recua no cenário eleitoral, com baixa aprovação e falta de encanto. Sudeste, mulheres, católicos e eleitores de baixa renda são apontados como grupos decisivos.
Outra hipótese mencionada é que a primeira medida de Flávio, caso assumisse a Presidência, seria abrir portas, riquezas e autonomia do Brasil para Donald Trump. A presença das bandeiras dos Estados Unidos e de Israel em seus comícios é citada como indicativo dessa orientação.







