VITÓRIA DA CONQUISTA (BA) — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que poderá indicar até seis ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. Em discurso a apoiadores nesta quinta-feira, 17, ele associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes.
Flávio disse inicialmente que teria direito a indicar quatro integrantes da Corte. A previsão considera a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso e outras três aposentadorias previstas para ocorrer entre 2028 e 2030, envolvendo Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Lula ainda não fez nova indicação para a vaga aberta após o Senado rejeitar o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Na sequência, o candidato declarou que o número poderia chegar a cinco, caso Moraes deixe o STF, e a seis, incluindo o ministro Flávio Dino. Durante o discurso, parte do público entoou “Fora, Moraes”. Bolsonaristas defendem o impeachment de ministros do Supremo pelo Senado.
Flávio também afirmou que Lula deve seu mandato a Moraes e acusou o presidente de colocar ministros no STF para proteger o magistrado. A declaração ocorreu após sessão plenária realizada na terça-feira, 15, na qual os ministros analisaram a abertura de uma investigação sobre as relações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na sessão, Flávio Dino pediu vista de uma questão de ordem que discute a reunião da análise do caso de Moraes com o processo envolvendo André Mendonça, por suspeitas na condução do caso Master.
Bolsa Família
O candidato do PL também criticou o reajuste de 15% anunciado pelo governo Lula para o Bolsa Família. Flávio classificou a medida como um “ato de desespero” e pediu que os eleitores não a considerem uma nova promessa.
No palanque, atribuiu ao ex-ministro João Roma, candidato do PL ao Senado pela Bahia, a ideia de elevar o piso do benefício para R$ 600 em 2022, durante o governo Bolsonaro, e levantou a mão do correligionário.







