BRASÍLIA — A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 15, foi marcada por confrontos entre ministros e por uma tentativa de Flávio Dino de reduzir a tensão no plenário. O episódio ocorreu depois de o ministro criticar Edson Fachin e se recusar a seguir a orientação para que apartes fossem autorizados previamente pelo presidente da Corte.
Após o fim da primeira parte da sessão, sem transmissão pela TV Justiça, Dino conversou com André Mendonça, que se senta ao seu lado. Em seguida, aproximou-se de Fachin, abraçou o presidente do STF e cochichou em seu ouvido. Os dois riram. Cármen Lúcia e Luiz Fux também se dirigiram à saída do plenário, mas não responderam à tentativa de aproximação de Dino.
O ambiente permaneceu tenso durante o julgamento. Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Alexandre de Moraes elevaram o tom ao defender suas posições. Moraes acusou Mendonça de ter participado diretamente de uma negociação de delação premiada, o que não é permitido por lei. Mendonça respondeu: “Mentira”.
Moraes também ironizou a ausência temporária de Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master, questionando se ele voltaria ao plenário. O ministro retornou pouco depois.
Mendonça ainda discutiu com Gilmar Mendes, que o acusou de conduzir investigações com viés político-eleitoral. “Não aponte o dedo para mim”, disse Mendonça. Gilmar respondeu que quem não se dá ao respeito não o merece. Os dois trocaram olhares furiosos durante a discussão.
Luiz Fux também reagiu a críticas de Gilmar sobre a presença de delegados de polícia em gabinetes de ministros e afirmou que não havia delegado em seu gabinete. Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de participar da discussão e deixou o plenário. Dias Toffoli foi considerado suspeito, mas permaneceu no local.
Cármen Lúcia e Cristiano Zanin permaneceram em silêncio durante os episódios, tentando manter o semblante neutro.







