O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão do reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17). A solicitação foi apresentada em uma representação com pedido de liminar.
Renan quer que a correção fique interrompida até a posse dos eleitos deste ano. A defesa sustenta que a medida deve ser suspensa para preservar a igualdade entre os candidatos. Durante um evento de campanha, o candidato chamou o anúncio de eleitoreiro e criminoso.
O pedido foi protocolado depois de o ministro André Mendonça rejeitar uma ação semelhante apresentada pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC). Na decisão, Mendonça afirmou que candidatos à Câmara não têm legitimidade para contestar concorrentes à Presidência porque disputam circunscrições diferentes.
O reajuste, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleva o piso do programa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777 a partir de 19 de outubro. A previsão é de impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões em 2026.
Rogério Marinho (PL-RN), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) acusaram o governo de usar a máquina pública. Parlamentares governistas e ministros defenderam a medida, dizendo que ela recompõe a inflação medida pelo INPC desde março de 2023.







