SÃO PAULO — O afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal foi rejeitado pela maioria das manifestações analisadas pela Palver nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens. A decisão, tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça sob acusação de monitoramento ilegal, acabou revertida nesta quarta-feira (9) pelo ministro Flávio Dino.
No Instagram, no X e no Facebook, 73% das publicações discordaram do afastamento, enquanto 27% apoiaram a medida. A análise considerou as manifestações registradas na terça-feira (8).
No WhatsApp e no Telegram, a oposição também predominou: 70% das publicações da amostra indicaram discordância, ante 30% favoráveis à decisão, sem considerar os conteúdos neutros.
“A ampla maioria da conversa digital rejeita o afastamento de Andrei Rodrigues”, avaliou a Palver. Para a empresa, a distribuição das manifestações indica que a insatisfação com a medida de Mendonça apareceu nos dois ambientes monitorados, e não apenas em um grupo específico.
Narrativas identificadas
O debate sobre o caso registrou cerca de 1,1 mil menções a cada 100 mil mensagens trocadas nos aplicativos de mensagens e aproximadamente 4,3 mil menções a cada 100 mil mensagens nas redes sociais. A Palver classificou esse volume de interações como muito alto.
A narrativa mais representativa, com peso de 14% na amostra, associou a decisão de Mendonça a abuso de poder para proteger aliados de Flávio Bolsonaro na investigação do caso Master e perseguir seletivamente pessoas ligadas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma linha favorável a Mendonça respondeu por 9% da amostra. Essas mensagens o apresentaram como agente de justiça contra o sistema e acusaram a cúpula da PF, sob Andrei Rodrigues, de conduzir uma suposta perseguição política a serviço de Moraes e do governo Lula.
Outra narrativa, com peso de 11%, descreveu uma crise institucional aberta entre Moraes e Mendonça. Segundo o monitoramento, as mensagens retrataram a disputa como um confronto público inédito dentro do STF, com pedidos mútuos de investigação e afastamento.







