São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

PT convoca militância e cobra transparência no caso Banco Master

Partido pede divulgação integral das investigações e questiona a atuação de André Mendonça, relator do caso no STF.

PT convoca militância e cobra transparência no caso Banco Master
Foto: Wilton Junior/Estadão

O Partido dos Trabalhadores convocou sua militância para pressionar por transparência nas investigações do caso Banco Master e criticou a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo. A mobilização ocorreu nas redes sociais e em grupos de WhatsApp ligados à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.

A orientação compartilhada no grupo “Lulaverso”, criado pela campanha de Lula em 2022, pediu publicações e conversas sobre a atuação de Mendonça no caso envolvendo Flávio Bolsonaro. A mensagem afirmava que faltavam 25 dias para as eleições e defendia que as instituições atuassem com independência. O conteúdo foi divulgado antes de Lula se manifestar publicamente.

Poucos minutos depois, Lula pediu “explicações e medidas imediatas” para enfrentar a crise institucional no Judiciário. O presidente defendeu a divulgação completa das investigações e a quebra do sigilo de todos os envolvidos no caso Master, sem distinção.

Críticas do partido

Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do PT, afirmou que o STF deveria abrir o sigilo das apurações. Em uma publicação, disse que a situação exigia reação imediata e acusou Mendonça de barrar investigações sobre Flávio Bolsonaro, agir de forma parcial nas apurações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e impedir o esclarecimento do caso Dark Horse.

Valadares também declarou que a condução do processo poderia influenciar a eleição presidencial. Em outra manifestação, afirmou: “A situação política no Brasil é muito grave.”

Nos bastidores, conselheiros de Lula atribuem a Mendonça responsabilidade pelo momento desfavorável do presidente nas pesquisas de intenção de voto. Eles também associam o entorno do ministro a vazamentos de uma investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Para esse grupo, a situação se agravou após a retirada do sigilo de uma investigação contra Alexandre de Moraes.

A avaliação desses conselheiros é que parte do eleitorado relaciona Moraes a Lula. Eles também mencionam a gratidão do Palácio do Planalto ao ministro pelo julgamento da tentativa de golpe de Estado, que levou, entre outros, Jair Bolsonaro à prisão.

Pesquisa e investigações

A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 7, mostrou Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 41% no segundo turno. O mesmo patamar havia aparecido em março.

Também foram registradas conversas entre Moraes e Vorcaro: 51 mensagens trocadas ao longo de 21 dias. As apurações indicaram que o banqueiro pedia auxílio e orientações ao ministro sobre as investigações do Master. Conversas com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também apareceram, intermediadas por um advogado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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