BRASÍLIA E SÃO PAULO — A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 16, a 10ª fase da Operação Overclean, que investiga suspeitas de desvios em contratos da educação da Prefeitura de Belo Horizonte. O ministro Nunes Marques autorizou a operação, mas vetou a inclusão de ACM Neto entre os alvos de busca. O candidato do União Brasil ao governo da Bahia ainda não se manifestou.
A investigação examina contratações feitas no âmbito de uma secretaria municipal de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. A PF apura indícios de direcionamento de procedimentos para a contratação de serviços e o fornecimento de materiais didáticos, além de possível atuação de organização criminosa.
São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, no Paraná e no Espírito Santo. Entre os alvos estão Bruno Barral, o empresário Marcos Moura e outros suspeitos.
A solicitação da operação foi apresentada pela PF no início do ano, mas a autorização judicial só foi proferida nas últimas semanas. Pelo menos três procedimentos analisados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também integram a investigação.







