São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Operação Overclean mira ex-secretário ligado à gestão de ACM Neto

Bruno Barral foi alvo de buscas em investigação sobre contratos da Educação de Belo Horizonte que somam mais de R$ 80 milhões.

Operação Overclean mira ex-secretário ligado à gestão de ACM Neto
Foto: @brunobarral via Instagram

A décima fase da Operação Overclean voltou a colocar Bruno Barral no centro da investigação sobre possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Educação de Belo Horizonte. A Polícia Federal realizou buscas contra o ex-secretário e pediu autorização para fazer o mesmo contra ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia. A Procuradoria-Geral da República foi favorável, mas Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou a medida por entender que não havia base legal suficiente.

A operação foi deflagrada nesta quinta-feira, 17. Segundo a Polícia Federal, a apuração envolve contratações realizadas entre 2024 e 2025, período em que Barral comandou a Educação da capital mineira. O foco são possíveis direcionamentos em processos para a contratação de serviços e materiais didáticos. Ao menos três contratos analisados ultrapassam, juntos, R$ 80 milhões.

Ascensão na gestão pública

Barral ganhou espaço na administração de ACM Neto em Salvador. Engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal da Bahia, ele ocupava, em junho de 2015, a Diretoria de Serviços de Iluminação Pública, responsável pela manutenção e pela expansão da iluminação da cidade.

Em setembro de 2017, foi escolhido para comandar a Secretaria Municipal de Educação, embora sua formação e sua experiência administrativa estivessem concentradas até então no setor de energia. Permaneceu no posto até dezembro de 2020. Naquele mês, ao fazer um balanço da administração, ACM Neto chamou o secretário de uma das “revelações do nosso time”.

A relação entre os dois continuou depois do fim do governo. Em janeiro de 2021, ao parabenizar o ex-prefeito, Barral declarou ter “grande orgulho” de ter participado do trabalho realizado em Salvador. Após a derrota de Neto para Jerônimo Rodrigues na eleição para o governo baiano em 2022, publicou uma mensagem em que afirmou que continuaria ao lado do aliado.

Em abril de 2024, Barral assumiu a Secretaria de Educação de Belo Horizonte, durante a gestão de Fuad Noman. A Polícia Federal suspeita que ACM Neto tenha participado da indicação para que empresários fossem selecionados em licitações que depois poderiam gerar pagamentos de propina. Barral deixou o cargo em abril de 2025, quando foi afastado por decisão de Nunes Marques na terceira fase da operação. A prefeitura o exonerou horas depois.

A décima fase cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Entre os alvos estão José Marcos de Moura, conhecido como “rei do lixo”, e os empresários Fábio e Alex Parente. A investigação apura possíveis crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Barral não foi condenado pelos fatos investigados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5