SÃO PAULO — O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), alvo de um pedido de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, afirmou nesta quinta-feira, 17, que pretende se apresentar às autoridades em até 24 horas.
A declaração foi divulgada por sua assessoria após o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagrarem a terceira etapa da investigação sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital paulista. A operação cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Paulo Korek, presidente do Esporte Clube Água Santa, também está entre os alvos.
“Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas”, afirmou Leite. Ele disse que pretende provar sua inocência e negou qualquer relação com a facção criminosa.
Leite foi vereador por sete mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos. Deixou o Legislativo ao final de 2024, depois de 28 anos no cargo, mas continuou atuando na política.
Relação com a Transwolff
O nome do ex-vereador já havia aparecido em apurações envolvendo a Transwolff, empresa de ônibus investigada na Operação Fim da Linha, do Ministério Público, em 2024. A apuração examinou suspeitas de que a companhia participasse de um esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC. O contrato da empresa com a Prefeitura de São Paulo foi cancelado, e a Transwolff nega qualquer vínculo com a facção.
Nesta terça-feira, a Prefeitura informou que a intervenção na Transwolff buscou preservar o funcionamento do sistema municipal de transporte. A administração também determinou, por iniciativa própria e sem solicitação da Justiça, a intervenção na UPBus.
A Controladoria Geral do Município instaurou processos contra as duas empresas, segundo a Prefeitura. A gestão municipal afirmou que passou a colaborar com o Ministério Público e a Polícia Civil desde o início das apurações e que o encerramento dos contratos foi adotado para resguardar o interesse público e evitar prejuízos aos passageiros.
Para a administração, a operação desta quinta-feira, 17, reforça a gravidade das suspeitas que motivaram as medidas adotadas em 2024. A Prefeitura declarou que continua fornecendo às autoridades os documentos e esclarecimentos solicitados.







