Três em cada quatro brasileiros defendem a proibição das apostas on-line, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 23. O apoio à medida chegou a 75%, ante 73% em abril. A parcela dos que discordam caiu de 21% para 17% no período.
Na rodada mais recente, 71% disseram concordar totalmente com a proibição e 4% afirmaram concordar parcialmente. Outros 13% discordam totalmente e 4% discordam um pouco. A fatia dos que não concordam nem discordam ficou em 8%, ante 6% em abril.
O levantamento foi divulgado enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, prepara uma medida provisória que pode impedir a atuação de cassinos on-line antes do primeiro turno das eleições presidenciais. Na segunda-feira, 14, Lula comparou as empresas de apostas a doenças e voltou a indicar que o governo poderia adotar uma decisão sobre o funcionamento do setor.
Para 59,9% dos entrevistados, as bets trazem somente prejuízos à sociedade. Outros 28,6% avaliam que elas provocam mais prejuízos do que benefícios. Somados, os dois grupos representam 88,5%. Há ainda 5,7% que veem benefícios e prejuízos em igual medida, 0,7% que apontam somente benefícios, 0,2% que consideram predominantes os benefícios e 4,9% que não souberam responder.
Governo é apontado como principal responsável
O governo Lula foi indicado por 36% dos entrevistados como o principal responsável pela disseminação das apostas on-line no Brasil, ante 35,3% em abril. O governo Jair Bolsonaro apareceu com 25,4%, contra 26,2% na rodada anterior. A responsabilidade atribuída ao Congresso Nacional passou de 11,8% para 16,5%. O Supremo Tribunal Federal foi citado por 0,7%, ante 2,7%.
A pesquisa também registra que 84% defendem o pagamento de mais impostos pelas empresas de apostas. Além disso, 66% concordam que menores de idade têm fácil acesso às plataformas. A ideia de que as bets podem servir como complemento de renda ou investimento é rejeitada por 88%.
A AtlasIntel ouviu 5.015 adultos entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-04739/2026.







