São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Maioria vê critérios diferentes do STF para investigados, aponta pesquisa Atlas

Levantamento mostra desconfiança sobre a isonomia da Corte e sobre o impacto da análise do caso Master na democracia.

Maioria vê critérios diferentes do STF para investigados, aponta pesquisa Atlas
Foto: Gustavo Moreno/STF

A maioria dos brasileiros avalia que o Supremo Tribunal Federal (STF) não aplica os mesmos critérios a todos os investigados, segundo pesquisa Atlas divulgada nesta terça-feira, 22. Ao todo, 62% discordam totalmente da afirmação de que a Corte trata os investigados da mesma forma, independentemente de poder econômico ou político. Outros 14% discordam parcialmente.

Na mesma pergunta, 9% não concordam nem discordam. A parcela que concorda é de 6%, enquanto 9% concordam totalmente.

A pesquisa ouviu 1.852 pessoas pela internet entre 17 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Avaliação das decisões

O levantamento também mediu a percepção sobre a justiça das decisões do STF. Para 41% dos entrevistados, a afirmação de que as decisões da Corte costumam ser justas está totalmente errada; outros 10% discordam. Um grupo de 19% não concorda nem discorda.

Na direção oposta, 15% concordam com a afirmação e 14% concordam totalmente.

A consulta foi realizada após a sessão plenária do dia 15, quando estava prevista a votação sobre a abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento não avançou por causa de um pedido de vista de Flávio Dino. Os ministros discutiram apenas uma questão preliminar sobre a possibilidade de analisar, na mesma sessão, investigações contra Moraes e André Mendonça.

A pesquisa também perguntou se a análise do caso Master pelo STF aumenta a confiança no processo e fortalece a democracia brasileira. A resposta foi negativa para 41% dos participantes, que discordaram totalmente, e para 12%, que apenas discordaram. Outros 19% não concordaram nem discordaram. Do lado favorável, 12% concordaram e 22% concordaram totalmente.

O caso envolve mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e reveladas em relatório da Polícia Federal. O documento mencionou contatos com Alexandre de Moraes, além de referências a outros ministros e pessoas ligadas à Corte. O plenário do STF ainda deverá votar a abertura de investigações contra Moraes e Mendonça.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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