SÃO JOSÉ DO RIO PRETO — Luiz Inácio Lula da Silva concentrou seu discurso de campanha em promessas, programas públicos e pedidos de voto para candidatos aliados durante ato realizado neste sábado, 5. O presidente falou a militantes do PT e do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), mas deixou de abordar assuntos que envolvem o Supremo Tribunal Federal, a dívida pública e empresas em recuperação judicial.
Entre os temas tratados, Lula mencionou o Programa Celular Seguro, comparou a inflação dos alimentos durante seu governo com a registrada na gestão de Jair Bolsonaro e destacou indicadores de saúde e educação. Também prometeu uma revolução digital e tecnológica caso seja eleito para um quarto mandato.
Apoios em São Paulo
O presidente pediu votos para Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda. Também apoiou Marina Silva e Simone Tebet, candidatas ao Senado na chapa e ex-ministras do Meio Ambiente e do Planejamento, respectivamente.
A fala ocorreu diante de uma placa das Casas Bahia. A empresa pediu recuperação judicial no mês passado, mas o presidente não comentou a crise do varejo nem o endividamento de 80 milhões de brasileiros inadimplentes.
Crise no STF
Lula igualmente não tratou da crise envolvendo ministros do Supremo e autoridades relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso ganhou força após André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Vorcaro.
O documento registra conversas nas quais Moraes apareceria defendendo interesses do banqueiro e teria corrigido o texto de um acordo de 131 milhões de reais entre o Master e sua esposa, a advogada Viviane Barci. Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, também são citados no relatório.







