São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Na ONU, Lula promete eleição competitiva e rejeita vigilância estrangeira

Presidente afirmou que o Brasil defenderá suas fronteiras sem terceirizar a responsabilidade e criticou interferências externas.

Na ONU, Lula promete eleição competitiva e rejeita vigilância estrangeira

O presidente Lula afirmou na Assembleia-Geral da ONU que o Brasil não aceitará a atuação de países estrangeiros sobre sua vontade popular e declarou que as eleições do próximo dia 4 serão transparentes e competitivas. Na disputa pela reeleição, ele tem o senador Flávio Bolsonaro como principal adversário.

“Não somos quintal de ninguém”, disse Lula no discurso, que fez referências repetidas às ações do governo de Donald Trump sem citar nominalmente os Estados Unidos. O presidente também afirmou que a democracia está em xeque e que diferenças ideológicas não devem impedir a integração entre países vizinhos.

Ao falar sobre o pleito, Lula disse que os candidatos terão ampla liberdade de expressão. Em seguida, afirmou que alguns usam essa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país. Também declarou que a cidadania e a imprensa acompanharão o processo e que não serão permitidas ações contra a vontade popular.

O presidente abriu a sequência de discursos de chefes de Estado no evento, função tradicionalmente atribuída ao Brasil. Ao tratar do crime organizado, afirmou que o país está preparado para enfrentar criminosos, mas não pretende terceirizar a defesa de suas fronteiras. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas armas”, disse.

Lula está em seu terceiro mandato e já discursou dez vezes na Assembleia-Geral. Ele não participou do evento em 2005, durante o escândalo do Mensalão, nem em 2010, quando preparava a campanha de Dilma Rousseff para sucedê-lo.

Em sua fala, também reapareceram a defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU e o combate à fome e à pobreza no mundo. A viagem a Nova York ocorre duas semanas antes da eleição brasileira e em meio à relação bilateral frágil com o governo Trump, que aplicou tarifas econômicas contra o Brasil e tentou interferir no processo internacional.

Antes do discurso, Lula havia se reunido com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o senador Bernie Sanders. Também concedeu entrevista à CNN internacional. Após falar no plenário, o presidente retorna ao Brasil para seguir sua agenda de campanha.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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