NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo, 20, para uma viagem curta a Nova York, onde participará da Assembleia Geral das Nações Unidas. A agenda ocorre às vésperas das eleições, em meio ao avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e à expectativa de um encontro informal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Não há reunião oficial prevista entre os dois presidentes. Ainda assim, Lula e Trump podem se encontrar rapidamente depois do discurso brasileiro, marcado para esta terça-feira, 22. O presidente brasileiro abrirá o evento, como ocorre historicamente, antes do pronunciamento do anfitrião, os Estados Unidos. O possível contato poderia ocorrer em uma pequena sala de espera usada pelos governantes antes dos discursos.
A eventual conversa aconteceria depois de o governo americano afirmar que a gestão de Lula falha no combate às ações do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), classificados por Washington como organizações terroristas.
Comitiva reduzida
Lula decidiu viajar com uma comitiva menor do que em anos anteriores. A medida busca evitar o desgaste associado a uma delegação ampla perto do primeiro turno. O governo brasileiro também reduziu o Escalão Avançado (Escav), grupo de servidores que chega antes do presidente às viagens.
Quase todos os ministros da Esplanada se credenciaram para o evento em Nova York, caso Lula solicite a presença de algum deles. Poucos, porém, devem integrar a comitiva presidencial.
No discurso, Lula deverá abordar temas centrais da agenda internacional e defender a solidez da democracia brasileira e a soberania do país. Os dois assuntos são bandeiras da campanha do presidente à reeleição. O texto ainda passará por revisões até a véspera da fala, como ocorre normalmente.
Após a preparação, os discursos dos países precisam ser enviados à ONU em inglês para tradução antes do início da Assembleia Geral.







