Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Política

Lula atribui à gestão Bolsonaro até 400 mil mortes evitáveis na pandemia

Durante visita a hospital em Barretos, o presidente criticou a condução da crise sanitária e defendeu o papel do SUS.

Lula atribui à gestão Bolsonaro até 400 mil mortes evitáveis na pandemia
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pelo menos 400 mil mortes poderiam ter sido evitadas durante a pandemia de covid-19 e atribuiu a responsabilidade pela condução da crise à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As declarações foram feitas na manhã deste sábado, 5, durante visita ao Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo. Lula afirmou que não esperava que o governo soubesse conduzir a pandemia, mas que deveria ter seguido as orientações científicas. “A única coisa que se pedia: ouça a ciência”, disse.

Críticas à vacinação e defesa do SUS

O presidente também criticou declarações de Bolsonaro contra as vacinas. Sem citar nominalmente o ex-presidente nesse trecho, afirmou que associar a vacinação à possibilidade de uma pessoa “virar gay” ou “virar jacaré” seria crime.

O Brasil registrou mais de 700 mil mortes por coronavírus durante a pandemia. Os 400 mil óbitos mencionados por Lula correspondem a estimativas apresentadas na CPI da Covid, em 2021, segundo as quais o país poderia ter evitado até esse número se tivesse adotado políticas semelhantes à média de outros países.

Na visita, Lula disse que parte da iniciativa privada foi contrária à criação do Sistema Único de Saúde durante a elaboração da Constituição Federal de 1988. Para ele, a atuação do SUS durante a pandemia mostrou a importância do sistema no atendimento à população. “O SUS foi achincalhado, foi avacalhado”, afirmou.

O Hospital de Amor de Barretos oferece atendimento oncológico gratuito a pacientes do SUS. Lula esteve acompanhado da primeira-dama Janja da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Depois da visita, o candidato tinha agenda prevista em São José do Rio Preto, no estado de São Paulo.

Lula também comparou a saúde pública brasileira aos serviços disponíveis nos Estados Unidos. Segundo ele, apesar de os Estados Unidos serem o país mais rico do mundo, a população pobre não teria acesso ao que é oferecido no Brasil.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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