São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Lula associa plano de golpe de Bolsonaro a terrorismo e critica Trump

Presidente também defendeu classificar facções como terroristas para moradores afetados pela atuação criminosa nas periferias.

Lula associa plano de golpe de Bolsonaro a terrorismo e critica Trump

O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (18) que Jair Bolsonaro integrou um grupo terrorista ao planejar um golpe em 2022. A declaração ocorreu durante novas críticas à decisão de Donald Trump de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Lula relacionou a tentativa de golpe ao plano “Punhal Verde e Amarelo”, identificado pela Polícia Federal e atribuído, segundo as investigações, ao general da reserva Mario Fernandes. Ele ocupou o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro.

“Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump”, afirmou Lula. Na sequência, disse que o plano previa matar o próprio presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

A fala ocorreu dois dias depois de o governo Trump afirmar que o Brasil “falhou em confrontar” o PCC e o CV. A avaliação consta de um documento enviado pela Casa Branca ao Congresso americano na terça-feira (15), segundo o qual as duas facções transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína. Em maio, os Estados Unidos já haviam classificado os grupos como organizações terroristas.

Declarações sobre segurança

Lula esteve no Rio de Janeiro para acompanhar ações integradas dos governos federal, estadual e municipal contra o crime organizado. Durante o evento, assinou convênios voltados a asfixiar a logística das organizações criminosas e permitir a retomada de territórios dominados por elas.

Apesar de criticar a classificação adotada pelos Estados Unidos, o presidente afirmou que as facções podem ser consideradas terroristas pelas pessoas afetadas por sua atuação nas periferias, incluindo famílias, estudantes e moradores sujeitos à cobrança de pedágios relacionados ao gás e a benefícios oferecidos pelo governo.

No evento, Lula também criticou a interferência de políticos na área de segurança pública. Ele citou o governador Ricardo Couto e afirmou que deputados controlam repartições no Rio de Janeiro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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