SÃO PAULO — Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira, 9, que a reforma tributária pode ajudar a reindustrializar São Paulo e encerrar a guerra fiscal entre os Estados. A declaração foi feita durante uma agenda de campanha em Mogi das Cruzes, na região do Alto Tietê, em conversa com jornalistas.
O candidato do PT ao governo paulista disse que a desoneração das exportações deve favorecer a entrada de investimentos estrangeiros no estado. Haddad atribuiu à disputa por empresas e empregos entre os governos estaduais a saída de indústrias do território paulista. “Com a reforma tributária, isso acaba”, afirmou.
O ex-ministro da Fazenda de Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu um plano de desenvolvimento econômico para São Paulo, com foco em ciência, tecnologia e educação. Segundo Haddad, a proposta deverá preparar a mão de obra para ocupar as novas vagas de emprego.
Haddad ocupou o Ministério da Fazenda entre janeiro de 2023 e março de 2026, quando deixou o cargo para disputar o governo paulista.
Contratos de privatização
Durante a agenda, o candidato sinalizou que pretende revisar contratos de privatização da Sabesp, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e dos pedágios “free flow”, implantados durante a gestão de Tarcísio de Freitas no governo de São Paulo.
Haddad afirmou que pretende negociar com as concessionárias a revisão de cláusulas que possam prejudicar o Tesouro, sem defender a revogação imediata dos contratos. Ele disse que o processo deve respeitar os ritos judiciais e considerou a insatisfação dos consumidores um elemento para a análise dos acordos.
O petista também criticou a atuação de Tarcísio no Ministério da Infraestrutura, durante o governo de Jair Bolsonaro. Como exemplo, citou contratos que, segundo ele, precisaram ser revistos, incluindo o caso da Vale, que teria pago R$ 4 bilhões a mais do que o valor pactuado. Haddad afirmou que adotará estratégia semelhante se for eleito governador.







