São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Haddad critica juros do BC e promete revisar concessões de Tarcísio em SP

Candidato também defendeu mudanças no financiamento das universidades estaduais e a criação de uma agência antifacção.

Haddad critica juros do BC e promete revisar concessões de Tarcísio em SP
Foto: Felipe Rau/Estadão

Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou estar insatisfeito com a política monetária do Banco Central e disse que pretende convencer “um a cada 10 bolsonaristas” a mudar de voto. As declarações foram dadas durante entrevista ao SPTV, da TV Globo.

Haddad afirmou que conversa sobre juros com Gabriel Galípolo e que o presidente Lula também mantém diálogo com o presidente do BC. Ressaltou, porém, que o cargo tem mandato e que a instituição possui autonomia operacional. “Eu não tenho nem autoridade para impor uma decisão”, disse.

O candidato classificou a política monetária como excessivamente restritiva e afirmou que apresenta números e argumentos nas conversas. Também mencionou Roberto Campos, antecessor de Galípolo, que, segundo Haddad, manteve a taxa de juros elevada.

Educação e contratos em São Paulo

Sobre o financiamento de Unesp, USP e Unicamp, Haddad defendeu uma alteração na Constituição paulista. A proposta é adotar para as universidades um modelo semelhante ao da Fapesp, com recursos vinculados à receita tributária do Estado, e não a um imposto específico. O objetivo, segundo ele, é garantir planejamento de longo prazo.

Haddad reafirmou ainda que, se eleito, revisará contratos de concessão e privatização assinados durante a gestão de Tarcísio de Freitas. Entre os exemplos citados estão a Sabesp, linhas de trens da CPTM e pedágios free flow. Caso a revisão das cláusulas não seja bem-sucedida, ele afirmou que poderá recorrer à Justiça e eventualmente romper os contratos.

O candidato disse que os acordos foram mal feitos e precisam ser ajustados ao interesse público. Também afirmou que contratos terceirizados, indenizações a concessionárias e privatizações recentes serão focos para recompor o caixa estadual e abrir espaço para investimentos.

Haddad declarou que seria necessário um trabalho de seis meses para recuperar as finanças do governo. Segundo ele, o tesouro estadual passou de um superávit de R$ 23 bilhões para cerca de R$ 5 bilhões, mesmo após a venda de ativos, como a privatização da Sabesp.

Na segurança pública, voltou a defender uma agência antifacção presidida pelo governador, com participação de órgãos estaduais e federais. Também propôs o uso de tecnologia e inteligência artificial para registrar boletins de ocorrência por aplicativo e orientar patrulhamento e investigação em tempo real.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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