A campanha de Lula trabalha para evitar uma derrota no primeiro turno, enquanto o coordenador do programa de governo petista, José Sérgio Gabrielli, pressiona por uma estratégia para uma eventual disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). O ex-presidente da Petrobras avalia que é preciso definir rapidamente as principais linhas de atuação da campanha para a segunda votação.
A urgência está relacionada ao prazo reduzido entre as duas etapas da eleição: seriam apenas 21 dias de campanha no segundo turno. Gabrielli tem insistido para que dirigentes das áreas de marketing e comunicação se reúnam com ele e estabeleçam as diretrizes da disputa.
Esforço concentrado na reta final
Os apelos, porém, ainda não resultaram na reunião defendida pelo coordenador. A equipe de Lula concentra esforços na reta final para garantir a passagem ao segundo turno, em um cenário considerado apertado. Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do petista em algumas pesquisas sobre uma eventual segunda votação.
Lula pediu força total da equipe até o próximo domingo, 4 de outubro. A prioridade é impedir que a disputa pelo Palácio do Planalto seja definida no primeiro turno em favor do candidato do PL.
Integrantes da campanha pediram calma a Gabrielli, chamado de Zé, para que a equipe se dedique à última semana antes da eleição. Um dos estrategistas afirmou que não haverá uma medida decisiva isolada. A orientação é colocar em prática, ao mesmo tempo, iniciativas planejadas nas semanas anteriores para alcançar eleitores indecisos.
Entre as ações está o reajuste de 15% do Bolsa Família, além do anúncio de canetas emagrecedoras no SUS, ainda sem detalhamento orçamentário. A campanha afirma que a medida tem aprovação de 88% da população, conforme seus trackings. Também integra a estratégia o cerco às bets, com a intenção declarada de reduzir o endividamento das famílias e conquistar votos.
A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é descrita como menor do que na eleição de 2022, que já havia sido marcada por uma disputa acirrada.






