BRASÍLIA — Flávio Bolsonaro (PL) questionou a duração da medida provisória que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende editar para proibir as bets. O senador afirmou que, se a MP perder a validade depois da eleição, as plataformas poderão voltar a operar.
“Depois das eleições, se a MP caducar, as bets podem voltar com força total”, declarou Flávio em vídeo publicado no Instagram. Na avaliação dele, a medida anunciada pelo governo não resolveria de forma definitiva o funcionamento das apostas.
O candidato à Presidência também acusou Lula de ter priorizado a arrecadação ao regulamentar o setor. Segundo Flávio, a autorização para as bets teria sido dada com o objetivo de obter R$ 20 bilhões. “O Lula, quando autorizou as bets a funcionar, tomou a decisão de ferrar com a vida das pessoas para arrecadar R$ 20 bilhões”, afirmou.
A regulamentação das apostas de quota fixa foi estabelecida pela Lei nº 14.790, sancionada por Lula em dezembro de 2023. A norma autorizou apostas em eventos esportivos e jogos online, condicionadas à autorização do Ministério da Fazenda.
Críticas ao governo
Flávio disse que Lula apresenta uma resposta para um problema que, na avaliação dele, foi criado pelo próprio governo. O senador chamou a iniciativa de oportunista e afirmou que o anúncio ocorre às vésperas da eleição.
Ele também acusou o presidente de estelionato eleitoral por anunciar o fim das bets faltando nove dias para a votação. A crítica foi feita nesta sexta-feira (25), no mesmo vídeo em que Flávio questionou a legalização das plataformas.
Caso seja eleito, o candidato do PL voltou a prometer a proibição de cassinos online e de plataformas como o Tigrinho. “Nos meus quatro anos como presidente do Brasil, não vai ter cassino online, nem Tigrinho”, disse.







