São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Fachin cobra explicações de Mendonça sobre afastamento na Polícia Federal

Presidente do STF deu 72 horas para ministro responder a pedido da AGU contra afastamento de diretores da PF.

Fachin cobra explicações de Mendonça sobre afastamento na Polícia Federal

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça apresente esclarecimentos, em 72 horas, sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento de dois dirigentes da Polícia Federal.

A medida de Mendonça atingiu o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Após o prazo, o processo deverá retornar à Presidência do STF, conforme despacho assinado por Fachin.

A decisão questionada também ordenou a abertura imediata de investigações disciplinares e criminais na Corregedoria da PF. O objetivo é apurar como foram produzidos relatórios sobre autoridades. Mendonça ainda proibiu a elaboração e o compartilhamento de documentos de inteligência voltados à análise da atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública e agentes de polícia judiciária.

Relatórios e reação na PF

Segundo a decisão de Mendonça, a direção da Polícia Federal enviou ao ministro Alexandre de Moraes, no Inquérito das Fake News, pelo menos seis relatórios sigilosos de inteligência elaborados entre 3 e 31 de agosto de 2026. A determinação provocou manifestações de apoio a Rodrigues por ao menos 11 delegados. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu que o plenário do STF examine a ordem.

A disputa teve início depois que Mendonça divulgou material policial com mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes, que não aparece formalmente como investigado. Os documentos citam contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, além de cartões com limite de até R$ 300 mil destinados aos filhos do ministro. A banca afirma que os cartões nunca foram usados.

Depois, Moraes enviou a Fachin relatórios sobre supostas irregularidades atribuídas a Mendonça na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Os autos tiveram o sigilo retirado, e a Procuradoria-Geral da República foi notificada. Na sequência, Mendonça pediu o afastamento de Moraes no caso relacionado ao Banco Master.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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