São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Dino cobra recato de magistrados, mas critica fim de inquérito das fake news

Ministro do STF afirmou que juízes devem evitar manifestações políticas, enquanto Gilmar Mendes foi alvo de críticas por fala sobre Romeu Zema.

Dino cobra recato de magistrados, mas critica fim de inquérito das fake news
Foto: Wilton Junior/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que magistrados evitem manifestações capazes de alimentar disputas político-partidárias, mas publicou nas redes sociais uma crítica à proposta de encerrar o inquérito das fake news. O colega Gilmar Mendes também fez manifestações públicas de teor político neste ano.

A declaração de Dino ocorreu em uma decisão que reintegrou a cúpula da Polícia Federal e reverteu uma ordem de André Mendonça. O texto foi interpretado como uma resposta a Mendonça, que havia divulgado um vídeo para agradecer apoiadores por “preces a Deus”. Os três ministros não responderam aos pedidos de manifestação.

Dino escreveu que o cuidado com a autonomia da esfera jurídica deve existir dentro e fora dos autos. Para ele, durante períodos eleitorais, o magistrado deve evitar vídeos, cartas e atitudes que possam ser usados em propagandas, passeatas e comícios. Também afirmou que decisões judiciais devem ser reconhecidas como decorrentes do direito, e não de pressões partidárias, ideológicas, midiáticas ou de interesses pessoais.

Em outra manifestação, feita no último dia 6, Dino afirmou que a duração de um inquérito não justifica seu encerramento. A declaração veio depois de Edson Fachin, presidente do STF, defender publicamente o fim do inquérito das fake news, relatado por Alexandre de Moraes desde 2019 e sem prazo ou alvos definidos.

“É possível a um julgador, qualquer que seja ele, ‘prometer’ o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?”, questionou Dino.

Manifestação de Gilmar Mendes

Em abril, Gilmar Mendes fez críticas públicas a Romeu Zema, então pré-candidato à Presidência pelo Novo e governador de Minas Gerais. Ao comentar ataques de Zema ao STF, mencionou a possibilidade de produzir “bonecos de (Romeu) Zema como homossexual” e também citou uma representação que o apresentasse como alguém que rouba dinheiro público.

Depois, Gilmar afirmou que errou ao associar homossexualidade a uma acusação injuriosa e pediu desculpas. Em publicação no X, disse que iria enfrentar uma suposta “indústria de difamação” contra o Supremo.

O episódio começou após Zema compartilhar um vídeo com bonecos que representariam Dias Toffoli e Gilmar. Na gravação, Toffoli pedia a Gilmar a anulação de quebras de sigilo de sua empresa, aprovadas pela CPI do Crime Organizado. Em troca, o personagem associado a Gilmar solicitava uma cortesia no resort Tayayá, onde Toffoli tinha participação acionária.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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