São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Augusto Cury condiciona apoio a Flávio Bolsonaro a esclarecimentos sobre Dark Horse

Candidato do Avante rejeitou apoiar Lula no segundo turno, mas admitiu apoiar Flávio Bolsonaro caso cumpra condições.

Cury condiciona apoio a Flávio Bolsonaro se ‘provar que não tem corrupção’ em Dark Horse

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou que poderá apoiar Flávio Bolsonaro, do PL, em um eventual segundo turno, desde que o candidato esclareça suspeitas relacionadas ao filme sobre Jair Bolsonaro e se comprometa com seu plano de governo. Cury descartou apoiar o presidente Lula, do PT.

A declaração ocorreu após uma reunião com representantes de uma gestora de investimentos da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Horas antes, a Polícia Federal havia deflagrado uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinados à produção do filme Dark Horse.

“Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção”, disse Cury. Segundo o candidato, Flávio também precisaria informar o destino do dinheiro associado ao filme e assinar em cartório um compromisso de executar seu plano de governo. Nesse caso, afirmou, seus apoiadores estariam liberados para votar no candidato do PL.

Cury aparece em terceiro lugar na corrida presidencial. A última pesquisa Quaest citada no texto mostra o escritor com 8% das intenções de voto, posição que tornou seu eventual apoio disputado pelas duas principais candidaturas.

O candidato justificou a rejeição a Lula mencionando indicadores de educação que, em sua avaliação, demonstrariam a falta de condições do petista para melhorar a área. Também citou aumentos nos feminicídios e no endividamento das famílias.

Renan Santos, candidato do Missão, avaliou que a operação da Polícia Federal pode favorecer o crescimento de Flávio nas pesquisas ao ampliar a exposição do candidato. Para ele, o eleitor já demonstrou não se importar com corrupção. Santos participou de um ciclo de debates da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, em São Paulo.

Sobre o Supremo Tribunal Federal, Renan afirmou que o próximo presidente fará quatro nomeações e que isso poderá levar a uma pacificação na Corte. Ele mencionou cenários com Flávio Bolsonaro ou Lula e defendeu um novo pacto de funcionamento institucional.

Romeu Zema, do Partido Novo, elogiou a decisão de Edson Fachin que anulou despachos de André Mendonça e Flávio Dino relacionados ao comando da Polícia Federal. Já Caiado foi internado para tratar faringite aguda, segundo sua assessoria, que informou buscar acelerar sua recuperação para o retorno à agenda de campanha.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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