São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Renan Santos propõe fim de cursos gratuitos de Direito, Sociologia e Antropologia

Candidato do Missão também defende acabar com a autonomia universitária e concentra recursos públicos em áreas de tecnologia e engenharia.

Renan Santos quer acabar com curso de Direito gratuito e outras duas graduações e chama Fies e Prouni de ‘fiascos’

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu acabar com a autonomia universitária e com a oferta gratuita de cursos de Direito, Sociologia e Antropologia. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira (9), durante evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

Renan afirmou que os recursos do ensino superior devem ser direcionados às áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, conhecidas pela sigla Stem. Segundo ele, esses campos geram aumento de produtividade, enquanto a formação de antropólogos e sociólogos com dinheiro público não deveria ser uma prioridade em um país com muitas pessoas pobres.

“Uma briga que tem que ser comprada é acabar com a autonomia universitária”, disse o candidato. Ele associou o modelo a um regime próprio de aumentos salariais e a sistemas de gestão que, em sua avaliação, não orientam as universidades para tecnologia e biotecnologia.

Ensino superior e financiamento

A autonomia universitária está prevista no Artigo 207 da Constituição Federal, que estabelece a autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das universidades públicas.

Renan também defendeu que os incentivos destinados a universidades privadas sejam concentrados em poucas instituições e que sejam ampliadas as parcerias entre universidades e empresas privadas. Para ele, a produção científica das universidades não tem utilidade e quem quiser cursar Sociologia ou Direito deveria pagar pela formação.

O candidato ainda classificou o Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, e o ProUni, Programa Universidade para Todos, como “fiascos”. Renan afirmou que os programas endividaram estudantes e que o sistema de renúncias fiscais no ensino superior favoreceu grupos educacionais que chamou de fábricas de diploma.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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