São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Críticas a Flávio sobem após debate sobre título de Nossa Senhora Aparecida

Levantamento da Palver registrou aumento das menções ao tema e maioria de críticas ao candidato nas redes abertas.

Flávio Bolsonaro é detonado por 73% dos posts sobre Nossa Senhora Aparecida, diz pesquisa
Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A discussão sobre uma possível retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida elevou a quantidade de menções críticas a Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais. A Palver contabilizou 735 menções ao tema a cada 100 mil mensagens nesta sexta (25), contra uma média próxima de 40 nos dias anteriores.

Nas redes abertas, 73% das mensagens classificadas pela empresa criticavam o candidato à Presidência, enquanto 27% expressavam apoio. Publicações neutras, que correspondiam a 28% da amostra, ficaram fora desse cálculo.

Em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, as críticas representaram 60% das mensagens, ante 40% de apoio. Nesses aplicativos, o maior volume chegou a 15 menções a cada 100 mil mensagens.

Origem do debate

O assunto ganhou projeção depois de Maria Cristina Fernandes mencionar, no programa “Em Pauta”, da GloboNews, uma mobilização de evangélicos pela mudança do status da santa. Na edição da meia-noite, a emissora divulgou uma errata. Flávio publicou um vídeo em que rejeitou apoio a qualquer iniciativa nesse sentido e atribuiu a circulação do conteúdo à “máfia do PT”.

A discussão também recuperou o Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Victorio Galli. A proposta previa trocar “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos”, mas foi arquivada pelo Congresso em 2008.

Cerca de 37% das mensagens indicavam acreditar que havia uma ameaça real ao título. As publicações relacionavam Flávio e a bancada evangélica à possível alteração e defendiam que católicos não votassem no candidato.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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