A composição da delegação brasileira para a Assembleia Geral da ONU será reduzida, segundo interlocutores do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar a Nova York para o evento, marcado a partir de 22 de setembro, mas pretende evitar a presença de muitos ministros e autoridades às vésperas do primeiro turno das eleições.
A avaliação no entorno presidencial é que uma comitiva numerosa poderia ser interpretada como um “trem da alegria” e provocar desgaste na percepção dos eleitores. A estratégia também considera a necessidade de solicitar vistos aos Estados Unidos, em um momento delicado da relação entre os dois países.
Restrição ao visto da embaixadora
No início de agosto, Maria Luiza Viotti, embaixadora do Brasil em Washington, teve o visto revogado pelo governo americano. A medida ocorreu depois de o Brasil recusar, um mês antes, a autorização para que dois diplomatas dos Estados Unidos visitassem o país antes das eleições. Também pesou a demora brasileira para aprovar o indicado de Donald Trump ao cargo de embaixador em Brasília.
O Itamaraty informou que Viotti passou a contar com um visto de entrada única, em vez do documento anterior, que permitia múltiplas entradas. Com isso, a embaixadora conserva as prerrogativas ligadas à função, mas terá de pedir nova autorização caso deixe os Estados Unidos e precise retornar.
Declaração do presidente americano
Na última quarta-feira, 2, Trump afirmou que mantém uma boa relação com o Brasil, apesar das oscilações no vínculo entre os governos. A declaração foi feita enquanto o presidente americano comentava a mudança de orientação política de governos sul-americanos e dizia ter influência sobre a escolha de aliados na região.
“Todos estão indo para a direita”, afirmou Trump ao falar sobre o cenário político sul-americano.






