São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Cidade associa terras raras em Apuí a plano de desenvolvimento no Amazonas

Candidato à reeleição diz que projeto pode gerar empregos, mas exploração ainda depende de licenças ambientais e concessões de lavra.

Cidade associa terras raras em Apuí a plano de desenvolvimento no Amazonas
Foto: Divulgação

O governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Progressista) afirmou neste domingo (27), em Apuí, que pretende viabilizar a exploração de terras raras no Amazonas. O município fica na Calha do Madeira, no sul do estado. A declaração ocorreu a uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Cidade apresentou o projeto como uma forma de ampliar a atividade econômica para além da capital. “O Amazonas tem um potencial gigante que vai muito além da nossa capital”, disse o governador. Segundo ele, a iniciativa poderia inserir o estado na cadeia de minerais usados em celulares, baterias, veículos elétricos e equipamentos de energia renovável.

O empreendimento é o Projeto Ema, conduzido pela BBX do Brasil, subsidiária da australiana Brazilian Critical Minerals (BCM). A jazida está localizada a cerca de 25 quilômetros do centro de Apuí, nas proximidades da BR-230, conhecida como Transamazônica. O investimento estimado varia de R$ 200 milhões a R$ 285 milhões.

Licenciamento ainda está pendente

A previsão apresentada para o projeto é iniciar a extração e a exportação em 2027. A estimativa é de aproximadamente 500 empregos durante a implantação e faturamento anual de R$ 400 milhões. Esses resultados, porém, dependem da obtenção de licenças ambientais e das concessões de lavra.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) aprovou os relatórios finais de exploração. A empresa ainda participa de audiências públicas e conduz os procedimentos de licenciamento ambiental e fundiário junto ao Incra.

O depósito de Apuí é descrito como um dos principais projetos de argila iônica de terras raras fora da China. Cidade não detalhou, contudo, como o governo pretende viabilizar a exploração. Assim, a produção e os efeitos econômicos anunciados permanecem condicionados às etapas regulatórias.

Desde junho, o governador menciona o projeto em suas comunicações. Em julho, recebeu representantes da BBX Mineração. Em eventos de pré-campanha em Manaus, passou a citar as terras raras de Apuí junto ao potássio de Autazes e à produção de petróleo e gás de Coari como iniciativas com potencial de gerar empregos no interior.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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