São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Documento ligado a aliado de Flávio prevê até US$ 100 bilhões em minerais raros

Apresentação propõe aliança com os Estados Unidos para mineração e processamento de minerais críticos em eventual governo do senador.

Terras raras: plano com marca de Flávio Bolsonaro prevê parceria com EUA
Foto: Divulgação

Um documento elaborado por André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), propõe uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para exploração e processamento de minerais críticos e terras raras em um eventual governo do senador.

Produzida em inglês, a apresentação tem 22 páginas e se chama “Prosperity Partnership” (“Parceria para a Prosperidade”). A capa traz a inscrição “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”. Nas demais páginas, aparece uma logomarca com o nome do senador e o mesmo slogan.

Os metadados identificam Marinho como autor. O documento é de 19 de março deste ano, aproximadamente duas semanas antes de ele viajar aos Estados Unidos e se reunir com o vice-presidente americano, J.D. Vance. Em maio, Flávio Bolsonaro também esteve em Washington, onde se encontrou com Vance e com o presidente Donald Trump.

Marinho confirmou a autoria, mas negou que o material tenha relação com a campanha de Flávio ou que tenha sido apresentado a autoridades americanas. “Esse estudo foi uma iniciativa exclusivamente minha e estava armazenado em meu dispositivo”, afirmou.

Proposta de alinhamento com Washington

O plano defende que o Brasil deixe de ser apenas exportador de matéria-prima, reduza a dependência das cadeias chinesas de processamento e se alinhe aos Estados Unidos na formação de um sistema alternativo de abastecimento.

A apresentação contrapõe a proposta à política do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), descrita como “pró-China” e marcada por “ambiguidade geopolítica deliberada”. O documento também aponta avanço regulatório lento, industrialização incerta e atração reativa de capital no setor de minerais críticos.

A alternativa sugerida combina alinhamento ocidental, aceleração regulatória, integração entre política industrial e mineração e atração de investimentos. O material afirma: “A diferença é simples: Lula hesita, Bolsonaro executa”.

Para os Estados Unidos, a proposta prevê menor dependência da China e maior segurança no fornecimento de minerais para infraestrutura de inteligência artificial, sistemas de defesa, transição energética e mobilidade elétrica.

Investimentos e empregos

Dividida em seis pilares, a chamada proposta estratégica inclui mudanças na legislação minerária e no licenciamento, apoio americano à demanda por minerais brasileiros, processamento no país, combinação de capital americano com ativos nacionais e entrada do Brasil em um bloco de fornecedores alinhados a Washington. O texto também propõe tratar minerais críticos como ativos de segurança nacional.

Em um horizonte de dez anos, o documento estima de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões em investimentos em mineração, refino e processamento. A projeção inclui a criação de 500 mil a 1 milhão de empregos e impacto de 1,5 a 2,5 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB).

Marinho disse ainda que seu pai não teve acesso ao estudo e que não houve pedido, orientação ou iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro para sua elaboração. Também negou que sua viagem aos Estados Unidos tivesse relação com o conteúdo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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