SÃO PAULO — A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou a participação prevista para esta sexta-feira, 11, na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada no Anhembi. A organização informou que a magistrada precisará estar em Brasília por causa de outros compromissos.
Cármen Lúcia participaria, pela manhã, de uma conversa com a antropóloga Lilia Schwarcz sobre representatividade feminina no Brasil. À tarde, era esperada em um debate sobre democracia na Arena Cultural, marcado para 16h30. A Bienal afirmou que as duas mesas serão mantidas com os demais convidados.
Análise no Supremo
A ausência ocorre enquanto o STF se prepara para analisar o pedido do ministro André Mendonça para abrir investigação sobre Alexandre de Moraes. A avaliação está prevista para a próxima terça-feira, 15, no plenário da Corte.
Os votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia são considerados decisivos para definir o destino de Moraes no julgamento. Na virada de quinta para sexta-feira, 11, foram quebrados os sigilos de parte das investigações relacionadas ao caso Master, que incluem 14 processos.
O caso envolve apurações sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os pontos investigados estão pedidos para que o ministro atuasse junto ao delegado Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet; a edição de um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Moraes e Vorcaro; tratativas sobre uma possível saída do banqueiro do país antes da prisão; cobranças ligadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e cartões de crédito com limite de R$ 300 mil destinados aos filhos do ministro.
A participação cancelada incluía discussões sobre democracia e representatividade feminina, temas que seriam tratados em atividades distintas da programação da Bienal.







