A ministra Cármen Lúcia afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) provocou um “mal-estar cívico” no país e iniciou sua fala dizendo estar “envergonhada” com a crise na Corte. Única mulher do tribunal, ela permaneceu calada durante a sessão antes de pedir desculpas à população brasileira.
Cármen Lúcia disse que os brasileiros deveriam estar concentrados na escolha dos próximos representantes nas eleições de outubro, e não no acompanhamento de supostos malfeitos do Supremo. A manifestação ocorreu após discussões entre ministros, que marcaram a sessão.
O tribunal não chegou a decidir se deveria ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes por conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Também não houve solução para a questão de ordem que concentrou os debates.
O ministro Flávio Dino pediu vista, impedindo uma decisão sobre o tema. Entre as dúvidas discutidas estava a possibilidade de os casos de Moraes e Mendonça serem tratados em conjunto. Juristas citados na análise avaliaram que Moraes não deveria ter participado da sessão nem feito ataques a Mendonça. Também questionaram a participação de Mendonça na votação da questão de ordem.
A sessão expôs ainda a divisão entre os ministros. De um lado, estavam Moraes, Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Do outro, Mendonça, Fux, Fachin e Cármen Lúcia. A ministra era apontada como a principal dúvida nessa composição de forças.







