As medidas adotadas por Luiz Edson Fachin para reduzir a tensão no Supremo Tribunal Federal provocaram reações distintas entre quatro candidatos à Presidência: Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema.
Fachin assumiu a relatoria do inquérito das fake news, que estava sob responsabilidade de Alexandre de Moraes. Também marcou para a próxima terça, 15, o julgamento sobre a abertura de investigação relacionada a Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Caiado parabenizou Fachin pela retirada do inquérito das fake news de Moraes, mas classificou como “aberração” a sequência de ações ocorrida no STF nesta quarta-feira, 9. Para o candidato, a crise na Corte desvia o debate sobre as eleições para presidente.
O candidato do PSD também associou Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e ao escândalo do INSS. Segundo Caiado, o país está sem comando e os dois não teriam autoridade, moral ou coragem pessoal para governar. Ele ainda criticou a suposta falta de diálogo de Lula com o Supremo.
Cury mencionou a crise em uma live e destacou que o próximo presidente escolherá quatro ministros para o STF. O candidato do Avante afirmou que, se tiver essa atribuição, escolherá pessoas para atuar como guardiãs da Constituição e protetoras da sociedade. Também pediu apoio dos seguidores na produção de vídeos para a campanha.
Renan Santos criticou Fachin e os ministros do Supremo. O candidato do Missão descreveu a decisão como parte de uma disputa de egos e afirmou que a Corte estaria concentrada em poder e interesses próprios. Também disse que a população teria deixado de acompanhar o debate político.
Zema, por sua vez, comemorou o afastamento de Moraes do inquérito das fake news. O candidato do Novo afirmou esperar que Mendonça continue como relator do processo e disse que a decisão traz esperança.







