A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) entregará na próxima semana uma carta aos presidenciáveis com propostas para mudar o acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ampliar as bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A entidade defende que o Fies deixe de atender estudantes com renda de até 3 salários mínimos e passe a beneficiar apenas aqueles com renda superior a 4,5 salários mínimos. A medida, segundo a associação, ajudaria a reduzir a inadimplência e direcionaria o programa a alunos com maior capacidade de pagamento.
A Anup afirma que o Fies alcança menos de 2% dos estudantes de instituições privadas. Neste ano, a carteira do programa soma R$ 89,9 bilhões, dos quais R$ 57,9 bilhões correspondem a contratos inadimplentes. A associação propõe que o governo priorize o chamado “financiamento sustentável”, com foco em estudantes de maior renda e potencial de quitar as dívidas.
“Reduzir esse passivo e elevar a eficiência do gasto público em financiamento estudantil é condição para que o programa sirva a mais estudantes com os mesmos recursos do contribuinte”, afirma a entidade na carta.
Propostas para Fies e ProUni
A associação também sugere elevar o valor máximo financiado pelo Fies, de modo a abranger cursos com mensalidades mais altas e maior concorrência, como Medicina.
Para o ProUni, a proposta é conceder benefícios tributários às instituições que aderirem ao programa, incluindo a desoneração da folha de pagamento. A entidade informa que o programa concedeu 174,9 mil novas bolsas em 2025, em 1.182 instituições — cerca de metade das que poderiam participar.
Criado em 2001, o Fies financia o ensino superior para estudantes de instituições com boa avaliação no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), segundo o Ministério da Educação. O ProUni oferece bolsas integrais, que cobrem toda a anuidade, e parciais, com 50% de desconto. Uma das exigências é renda familiar mensal de até 1,5 salário mínimo por integrante da família.






