A AfD tornou-se a força mais votada nas eleições regionais de domingo na Saxônia-Anhalt, enquanto a CDU perdeu mais da metade de sua base eleitoral. O resultado aumenta a pressão sobre o chanceler federal Friedrich Merz e sobre a coalizão formada por democratas-cristãos e SPD.
A CDU obteve 17,2 % dos votos, uma queda de -19,9 pontos percentuais. Sven Schulze, ministro-presidente e líder regional do partido, reconheceu a derrota e cumprimentou a AfD pela vitória após o encerramento da votação.
Em Berlim, o resultado provocou discussões sobre o futuro do governo federal. Alexander Räuscher, deputado da CDU, criticou a condução da coalizão e afirmou que o partido deveria ter adotado uma posição mais clara em temas como a transição energética e a ampliação das áreas destinadas a energias renováveis.
O SPD também sinalizou que pretende reavaliar sua atuação no governo. Lars Klingbeil, líder da legenda, disse que decisões tomadas em Berlim influenciaram os debates nos estados e classificou o resultado como um sinal para a política federal. Alexander Schweitzer, vice-presidente do partido, defendeu que as reformas negociadas com a CDU sejam rediscutidas.
Formação de governo no estado
A composição do próximo governo da Saxônia-Anhalt permanece indefinida. O BSW é o único partido que não descartou de forma categórica uma cooperação com a AfD, o que pode dar à legenda um papel decisivo nas negociações em torno de Ulrich Siegmund, candidato do partido.
Siegmund rejeitou uma aliança com o BSW durante a noite eleitoral. Ele também mencionou a possibilidade de eleições antecipadas caso não seja possível formar uma maioria estável.
O próximo teste para Merz ocorrerá em 20 de setembro, nas eleições regionais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. A pressão sobre o chanceler tende a continuar diante do desempenho da AfD nas sondagens do estado.







