Ulla Winberg, de 92 anos, vive sozinha na pequena ilha de Kamsholmen, no arquipélago finlandês de Sipoo, desde o fim dos anos 1950. Mesmo com limitações associadas à idade, ela quer continuar no local onde construiu sua vida.
“Minha casa está aqui”, afirma Ulla. Nascida em 1934, ela ainda realiza tarefas domésticas, corta a grama da propriedade e tricota meias para crianças ucranianas. Durante uma visita, o filho, Bjarne Winberg, percebeu que a mãe teve dúvida sobre ter se alimentado naquele dia, mas o episódio não alterou sua decisão de permanecer na ilha.
Rede de apoio
Até dois anos atrás, Ulla ainda conduzia o próprio barco para entrar e sair de Kamsholmen. Ela deixou de fazê-lo depois de considerar que seu equilíbrio já não era suficiente para navegar sozinha. Agora, viaja como passageira e conta com familiares, que se revezam nas tarefas e nos deslocamentos necessários ao continente.
“Faço o que posso fazer, e eles me ajudam com o que não posso fazer”, resume. A organização da família permite que Ulla mantenha sua rotina sem precisar deixar a casa. Enquanto muitos moradores do arquipélago partiram para o continente, ela não demonstra interesse em seguir o mesmo caminho.
A assistência também inclui o serviço público de atendimento domiciliar. Segundo Ann-Catrin Tapanainen, responsável pelo serviço na região de Uusimaa Oriental, a necessidade de cada pessoa é avaliada individualmente. No ano passado, depois de machucar o pé, Ulla recebeu visitas semanais do atendimento domiciliar de Sipoo.
Para a família, o caso mostrou que é possível conciliar o suporte necessário com a permanência em uma ilha. O desejo de Ulla é continuar em Kamsholmen enquanto conseguir. O filho espera que isso seja possível pelo maior tempo possível, deixando decisões futuras para quando forem necessárias.







