A Ucrânia condicionou a suspensão de ataques contra instalações petrolíferas russas a um compromisso equivalente de Moscou para preservar a infraestrutura crítica ucraniana. A exigência foi apresentada pelo presidente Volodimir Zelensky nesta segunda-feira, 14, após Donald Trump anunciar um suposto acordo para retirar o setor energético dos bombardeios.
Zelensky afirmou que a disposição ucraniana depende de garantias verificáveis de que a Rússia interromperá os ataques ao sistema elétrico, a outras instalações de energia, aos portos e às rotas de abastecimento de alimentos e remédios. O presidente disse que ainda aguarda detalhes do entendimento intermediado por Washington antes de assumir novos compromissos.
“Esperamos detalhes de nossos parceiros”, afirmou Zelensky.
Exigências e reação de Moscou
O líder ucraniano ampliou o alcance da possível trégua para incluir terminais portuários, centros de armazenamento e pontos de distribuição de alimentos e produtos farmacêuticos. Segundo ele, essas estruturas são vitais para o abastecimento da população durante o inverno que se aproxima.
Trump havia declarado que os dois países concordaram em não atacar alvos energéticos. Também pressionou Kiev a interromper ofensivas contra refinarias russas, associando os ataques ao aumento do preço do diesel no mercado internacional.
O Kremlin recebeu favoravelmente o apelo americano para que a Ucrânia suspenda ataques contra instalações econômicas civis russas, mas afirmou que as operações militares continuam. “Nossas forças cumprem suas missões em toda a Ucrânia e continuarão fazendo isso”, declarou o governo russo.
Moscou também descreveu como favorável a evolução da guerra no front e mencionou a possibilidade de colaboração de países como China e Índia para uma solução do conflito, com base em declarações atribuídas a Vladimir Putin sobre os posicionamentos de Xi Jinping e Narendra Modi.
Zelensky levantou ainda a possibilidade de que a Rússia esteja buscando apenas uma pausa temporária relacionada às eleições legislativas russas, marcadas para o período de 18 a 20 de setembro. O presidente ucraniano havia demonstrado interesse em se reunir com Putin durante a cúpula do G20, em dezembro, mas a proposta foi rejeitada pelo Kremlin.







