São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Trump vincula alta do diesel à guerra na Ucrânia e anuncia trégua energética

Presidente americano diz que Moscou e Kiev aceitaram interromper ataques contra instalações de energia, mas Zelenskyy afirma que não há confirmação oficial.

Trump vincula alta do diesel à guerra na Ucrânia e anuncia trégua energética

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que ainda não existe uma confirmação oficial de um acordo com a Rússia para interromper ataques contra infraestruturas energéticas. A declaração foi feita depois de Donald Trump dizer que os dois países concordaram em suspender ações contra alvos desse tipo.

Zelenskyy afirmou que Kiev apresentou aos parceiros uma proposta para garantir um entendimento com Moscou. Pela proposta, a Rússia deixaria de atacar o sistema elétrico ucraniano, outras instalações de energia, infraestruturas críticas e rotas de abastecimento de alimentos. Nesse cenário, a Ucrânia também estaria pronta para suspender ataques correspondentes.

Trump publicou na Truth Social que “a Ucrânia concordou em não atacar alvos energéticos russos” e que a Rússia faria o mesmo. O presidente americano também atribuiu a alta do preço do diesel no mundo principalmente à guerra entre Rússia e Ucrânia, e não ao conflito com o Irã.

Pressão sobre o combustível

O anúncio ocorreu após Trump pedir, durante uma viagem à Irlanda no fim de semana, que Kiev interrompesse ataques contra a infraestrutura russa de diesel. Na ocasião, ele disse que Volodymyr Zelenskyy deveria parar de destruir combustível na Rússia, sob o argumento de que as ações estariam provocando escassez.

A Ucrânia ampliou nos últimos meses os ataques contra instalações energéticas russas como parte das chamadas sanções de longo alcance de Zelenskyy, voltadas a desgastar a economia russa e dificultar a operação militar do Kremlin. A Rússia, por sua vez, realiza ataques repetidos contra a infraestrutura energética ucraniana desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022.

Efeito nos mercados

Os preços do petróleo subiram desde o começo do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, no final de fevereiro. As forças iranianas praticamente fecharam o Estreito de Ormuz após os ataques, afetando um corredor relevante para o transporte de petróleo e gás. A passagem normalmente responde por cerca de um quarto do comércio mundial de petróleo transportado por mar.

A alta do petróleo elevou os custos dos combustíveis para os norte-americanos antes das eleições intercalares de novembro, que definirão a composição do Congresso nos dois últimos anos do mandato de Trump.

Na rede X, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, pelos custos mais altos. Newsom questionou o que a administração Trump sabia e por que não teria protegido os americanos das consequências previstas do conflito.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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