A proposta de venda de equipamentos de defesa aérea à Ucrânia será financiada por uma combinação de contribuições europeias e recursos dos Estados Unidos, caso o acordo seja concluído. O Departamento de Estado informou que a verba americana foi destinada durante a administração anterior, no âmbito do Programa de Financiamento Militar Estrangeiro.
O anúncio ocorreu na sexta-feira (18), no mesmo dia em que o presidente Donald Trump assinou um projeto de lei para ampliar as sanções contra Moscou. O presidente também declarou, há alguns dias, que pretende pedir aos países europeus que paguem pela ajuda que Washington concedeu à Ucrânia durante o governo de Joe Biden.
Equipamentos e tramitação
O Departamento de Estado comunicou ao Congresso a decisão de aprovar uma possível venda militar ao governo ucraniano. O pacote, estimado em 2,68 bilhões de dólares (13,7 bilhões de reais), foi solicitado por Kiev e inclui diferentes tipos de mísseis, lançadores, radares antidrones e reboques.
A operação ainda passará por revisão do Congresso. A autorização foi dada depois que a Ucrânia reiterou pedidos de apoio diante da intensificação dos ataques russos. Kiev enfrenta dificuldades para impedir as ofensivas por causa da falta de munição para seus sistemas de defesa aérea.
Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tem exigido que os parceiros europeus ampliem os gastos destinados à ajuda à Ucrânia no conflito com a Rússia. A decisão anunciada pelo Departamento de Estado se insere nesse contexto de cobrança por maior participação europeia no financiamento do apoio militar.







