São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Conflito com Irã pressiona Trump antes das eleições americanas

Ataques, disputa pelo controle do Congresso e alta do petróleo ampliam a pressão sobre o governo dos Estados Unidos.

Conflito com Irã pressiona Trump antes das eleições americanas
Foto: RS/via Fotos Publicas

A escalada militar entre Estados Unidos e Irã ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato americanas, marcadas para 3 de novembro. O cenário inclui ataques a petroleiros iranianos, avanço de aliados de Teerã no Iêmen e o petróleo Brent acima de 100 dólares por barril.

Em 8 de setembro, forças americanas destruíram cinco petroleiros do Irã após disparos de mísseis balísticos da Guarda Revolucionária contra um navio de guerra dos Estados Unidos. Donald Trump classificou a votação como “uma das eleições mais importantes da história do nosso país” e relacionou o desfecho do conflito ao calendário eleitoral.

Escalada e impacto energético

Especialistas descrevem a estratégia iraniana como uma escalada controlada, com o objetivo de impor custos a Washington sem provocar uma resposta militar de maior escala. Para Mohammad Ghaedi, professor da Universidade George Washington, “o Irã aparentemente ainda vê a escalada como um instrumento controlado para negociações sob pressão, e não como um fim em si mesmo”.

Em 9 de setembro, o petróleo Brent ultrapassou 100 dólares por barril, em meio às disputas no Estreito de Ormuz. No dia anterior, rebeldes houthis alinhados ao Irã passaram a controlar o Estreito de Bab el-Mandeb, entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden.

Em 10 de setembro, a Guarda Revolucionária divulgou imagens que, segundo fontes iranianas, mostrariam a captura de um drone submarino americano Anduril Dive-LD no Estreito de Ormuz.

Diplomacia e eleições

No fim de agosto, Massoud Peseshkian defendeu o retorno ao Memorando de Islamabad, firmado entre Washington e Teerã em junho de 2026. O acordo prevê a retirada israelense do Líbano, medida considerada improvável antes da eleição para o 26º Knesset, em 27 de outubro.

Assessores de Trump recomendariam conter a escalada até novembro, enquanto a Casa Branca avaliaria ampliar as operações militares depois da votação. Autoridades iranianas, porém, mantiveram o discurso de confronto. Em 9 de setembro, Ali Nikzad declarou: “Continuaremos a guerra até a vitória final”.

Omã e países do Golfo retomaram esforços para garantir temporariamente a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz. O resultado das eleições americanas deve influenciar os próximos passos: uma eventual conquista democrata do Congresso poderia levar o Irã a agir com mais cautela para evitar apoio bipartidário à continuidade da guerra.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5