Os Estados Unidos autorizaram nesta quinta-feira, 17, a entrada da delegação iraniana na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, prevista para a próxima semana em Nova York. A decisão foi comunicada por um porta-voz do Departamento de Estado em meio ao conflito armado entre os dois países, que se estende há sete meses.
A autorização para os representantes do Irã foi concedida um dia depois de Washington negar, pela segunda vez seguida, o visto ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. O porta-voz americano afirmou que a liberação segue as responsabilidades dos Estados Unidos como país anfitrião da organização internacional: “a delegação central do regime iraniano poderá assistir à Semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU”.
A entrada de representantes iranianos em território americano já ocorreu em condições especiais. Durante a Copa do Mundo deste ano, a equipe de futebol do país recebeu permissão para viajar aos Estados Unidos, mas só podia ingressar um dia antes de cada partida e precisava deixar o território logo depois dos jogos.
Veto a autoridades palestinas
A recusa do visto de Abbas foi associada, conforme uma fonte com conhecimento do processo, à falta de reformas prometidas pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e a ações que, segundo comunicado oficial, “comprometem as perspectivas de paz”. As sanções contra integrantes da OLP e da Autoridade Palestina continuarão em vigor.
O Ministério das Relações Exteriores palestino classificou a decisão como “injustificada” e disse que ela prejudica os esforços de reconstrução da confiança entre as partes. Em 2025, Abbas precisou fazer seu discurso na ONU por videoconferência devido à mesma restrição.







