São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Washington mantém restrições e Abbas deverá participar da ONU por vídeo

Decisão atinge o presidente palestino e dezenas de responsáveis antes da Assembleia-Geral da ONU em Nova Iorque.

Washington mantém restrições e Abbas deverá participar da ONU por vídeo

A Autoridade Palestiniana informou que Mahmoud Abbas deverá participar por videoconferência da próxima Assembleia-Geral da ONU, depois de os Estados Unidos negarem vistos ao presidente e a dezenas de responsáveis palestinianos. Diplomatas já acreditados junto das Nações Unidas continuarão a representar os palestinianos na reunião de alto nível, em Nova Iorque.

A decisão repete a restrição aplicada no ano passado, quando Abbas também foi impedido de viajar e participou do encontro remotamente. A Assembleia-Geral deverá votar uma medida para permitir novamente esse formato.

Justificativas e reação palestiniana

O Departamento de Estado dos EUA afirmou que os responsáveis palestinianos não cumpriram compromissos assumidos em acordos anteriores para buscar a paz com Israel. O órgão também disse que as sanções serão prolongadas devido à falta de reformas e a atividades que, na avaliação americana, prejudicam as perspectivas de paz.

“As restrições vão além do próprio Abbas”, afirmou o departamento ao informar que as medidas alcançam membros da OLP e responsáveis da Autoridade Palestiniana. A notificação citada no caso menciona a Secção 212(a)(3)(B) da lei de imigração norte-americana, que impede a emissão de vistos a pessoas associadas a atividades terroristas ou a uma organização terrorista.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano classificou a decisão como “uma medida injustificada que contraria os esforços para reconstruir a confiança, desenvolver as relações palestiniano‑norte-americanas e criar o clima político necessário para aplicar a solução dos dois Estados e alcançar paz e estabilidade”.

Washington manterá uma derrogação que permite à Missão palestiniana junto da ONU continuar funcionando a partir de Nova Iorque. A medida foi anunciada em um momento em que vários países devem reconhecer o Estado palestiniano durante a Assembleia-Geral deste ano.

Em 2025, França reconheceu oficialmente o Estado da Palestina. Reino Unido, Austrália, Luxemburgo, Bélgica, Portugal, Malta e Canadá aderiram à decisão. Quatro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU reconhecem a Palestina.

Quando a restrição foi imposta pela primeira vez, no ano passado, governos europeus criticaram a medida. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, chamou a decisão de “injusta” e afirmou, na plataforma X, que a Palestina tem o direito de se manifestar nas Nações Unidas e em fóruns internacionais.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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