São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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ONU vê indícios de crimes de guerra em ataques dos EUA no Irã

Relatório cita mortes de civis em Minab e Lamerd e acusa o governo iraniano de reprimir protestos com força letal e execuções.

ONU vê indícios de crimes de guerra em ataques dos EUA no Irã

O relatório de investigadores independentes das Nações Unidas aponta que ataques dos Estados Unidos no Irã podem configurar crimes de guerra e também denuncia a repressão do governo iraniano contra manifestações internas. O documento será apresentado na segunda-feira ao Conselho de Direitos Humanos, formado por 47 países.

A avaliação considera operações realizadas pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro. Os investigadores afirmam que há “motivos razoáveis” para concluir que ataques indiscriminados dos Estados Unidos provocaram mortes ou ferimentos entre civis e atingiram bens civis.

Ataques em Minab e Lamerd

Entre os episódios citados está o uso de mísseis Tomahawk contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab. O ataque matou mais de 150 pessoas, incluindo quase 120 meninas e meninos, segundo o relatório.

Em Lamerd, outro bombardeio aéreo lançou mísseis de precisão sobre um complexo esportivo e uma área residencial. Os estilhaços causaram a morte de 22 civis.

Irã, Israel e Estados Unidos não integram o Conselho de Direitos Humanos. Os investigadores recomendaram que os países-membros pressionem pelo fim da guerra, apoiem a responsabilização judicial por crimes de guerra e concedam asilo a civis que deixem o país.

Repressão aos protestos

O documento também relaciona a resposta do governo iraniano aos protestos iniciados no fim de 2025, motivados pelo aumento do custo de vida, a uma escalada contra a dissidência. A repressão teria envolvido leis restritivas, uso de força letal e aplicação da pena de morte como mecanismo de intimidação e controle.

As forças de segurança mataram manifestantes nas 31 províncias, entre eles ao menos 221 menores de idade. Também atacaram centros de saúde e prenderam dezenas de milhares de pessoas.

Entre março e agosto de 2026, ao menos 29 homens foram executados após julgamentos sumários ligados aos protestos. Mais de 70 pessoas — incluindo cinco mulheres e três crianças — permaneciam sob risco iminente de execução.

Os investigadores pediram ainda medidas diplomáticas rápidas para estabelecer uma paz permanente e investigações independentes sobre possíveis violações do direito internacional, com responsabilização dos envolvidos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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