São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Na ONU, Trump condiciona acordo com Irã a ameaça de destruição

Presidente americano também prometeu usar força militar no hemisfério Ocidental e criticou Cuba e a inteligência artificial.

Na ONU, Trump condiciona acordo com Irã a ameaça de destruição
Foto: reprodução de vídeo

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos podem recorrer ao poderio militar para impedir que ameaças ao país avancem pelo hemisfério Ocidental. A declaração foi feita durante seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (23), em que também ameaçou aniquilar a República Islâmica caso não haja um acordo com o Irã.

O presidente americano disse que pretende encerrar o tráfico de drogas na América Latina e classificou os cartéis da região como organizações terroristas. Em maio, seu governo havia designado o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas. Trump não citou o Brasil nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pressão sobre o Irã

Trump declarou que tem de decidir entre firmar um acordo com o país persa ou destruir a República Islâmica. O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro deste ano, segundo o discurso. Ele justificou a guerra dizendo que ofereceu ao Irã oportunidades de negociação, mas que o país não poderá ter uma arma nuclear.

Apesar da ameaça, o presidente americano afirmou acreditar em um entendimento após as eleições de meio de mandato, marcadas para o início de novembro. Trump também voltou a dizer que foi responsável por solucionar oito conflitos ao redor do mundo no ano passado.

Ao mencionar a Venezuela, afirmou que o equipamento militar recebido pelo país não foi suficiente para impedir a ação dos Estados Unidos. Trump deverá se reunir com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, em Nova York. Será o primeiro encontro presencial entre os dois desde a captura de Nicolás Maduro por uma operação militar americana, em janeiro.

Cuba e inteligência artificial

Trump disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, tenta negociar com Cuba. Também acusou o governo cubano de manter relações com grupos que classificou como radicais e comunistas. A delegação de Cuba deixou a Assembleia durante o discurso.

Depois da fala, o ministro das Relações Exteriores de Havana, Bruno Rodríguez, afirmou na rede social X que o governo americano não aceita a soberania e a independência cubanas.

Trump também declarou que não pretende adotar medidas para frear a inteligência artificial. Disse que seu governo passará a usar o termo “superinteligência” para se referir à tecnologia e criticou avaliações sobre seus efeitos nocivos.

O presidente dos Estados Unidos foi o segundo chefe de Estado a discursar no primeiro dia do Debate Geral, depois de Lula. As falas seguem até a próxima segunda-feira (28).

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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