São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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TPLF assume aeroporto de Mekelle e enfrenta tropas federais na Etiópia

Confrontos em Tigray e Afar levam a Ethiopian Airlines a suspender voos para três aeroportos da região.

TPLF assume aeroporto de Mekelle e enfrenta tropas federais na Etiópia

Forças da Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF) assumiram o controle do aeroporto de Mekelle, capital regional de Tigray, e enfrentaram tropas federais em Abala e Erebti, na região de Afar, no norte da Etiópia. Os combates aumentaram desde a noite anterior, segundo fontes humanitárias e de segurança citadas no local.

A Ethiopian Airlines suspendeu os voos para os aeroportos de Mekelle, Axum e Shire devido à situação na região. Um funcionário do Aeroporto Alula Aba Nega, em Mekelle, relatou que trabalhadores foram orientados a voltar para casa após receberem a informação de que o terminal havia sido tomado pelas forças de Tigray. Um pequeno contingente de polícia federal fazia a vigilância do aeroporto, mas sua situação não era conhecida.

Um ex-dirigente sênior da TPLF afirmou que os rebeldes controlavam Berhale, Erebti, Abala, Megale, Dalul e Konoba, em Afar, enquanto as forças federais estavam em retirada. A informação sobre os confrontos nas duas localidades foi confirmada por outra fonte humanitária e por uma fonte estrangeira de segurança baseada na Etiópia.

Entre 2020 e 2022, a TPLF travou uma guerra contra o governo federal que matou cerca de 600 000 pessoas, segundo estimativas da União Africana. O Acordo de Paz de Pretória encerrou o conflito e manteve uma calma frágil até o final de 2025, quando os confrontos recomeçaram. Cerca de 1 milhão de pessoas continuam deslocadas em Tigray, e grande parte do acordo ainda não foi cumprida.

Pressão sobre o governo federal

No domingo, a TPLF anunciou sua adesão à aliança militar Ethiopian Peoples’ Forces Alliance for Survival, formada por sete grupos e com o objetivo de derrubar o governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed e estabelecer uma administração de transição. A coalizão também reúne as milícias nacionalistas Amhara Fano, o Exército de Libertação Oromo e quatro grupos de outras três regiões.

A TPLF governou a Etiópia entre 1991 e 2018, antes de ser afastada pela ascensão de Abiy. O país também enfrenta insurgências em Oromia e Amhara. Desde a retomada dos confrontos, o governo federal lançou ataques com drones em Tigray e concentrou tropas na fronteira regional.

O ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Gedion Timotheos, acusou setores da TPLF de acumular e adquirir novas armas, em violação ao Acordo de Pretória. A TPLF mantém tanques, artilharia, foguetes guiados de longo alcance e mísseis balísticos, enquanto o governo federal ampliou a produção de drones militares.

A Eritreia foi apontada como fornecedora de armas e abrigo para combatentes tigrinos. Em maio, o governo etíope acusou as forças armadas do Sudão de fornecer armas e apoio financeiro a grupos ligados à TPLF; Cartum negou. Analistas do Soufan Center também apontaram cobertura diplomática e apoio logístico do Egito a facções da oposição etíope, sem documentação de transferências diretas de armas para a TPLF.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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